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Monte Farinha

por aquimetem, em 29.06.14

 Já vi que a festa do padroeiro da minha terra foi muito participada e com as forças vivas, na pessoa do Sr. Presidente da Câmara, a mostrar o seu empenho e zelo por tudo quanto seja  manter e dar vivacidade aos ancestrais usos e costumes das nossas aldeias. Se todos sabemos, nem todos tem sabido cuidar com esmero o património cultural que nos legaram as gerações que nos antecederam e são testemunho duma civilização com raízes num passado remoto

         Como São Pedro, também São Paulo é neste dia liturgicamente celebrado, e ambos, em Roma, conheceram o martírio por amor a Jesus Cristo e à Sua Igreja.

          E se hoje em Vilar de Ferreiros só na eucaristia se invoca o nome do Apostolo dos Gentios vale recordar que também na área territorial desta freguesia, São Paulo já teve capela, e disso ficou registo, na plaina de São Paulo que não ainda há muitos anos vi in loco restos desse imóvel.

          Fisicamente longe da terra-berço, mas espiritualmente agrafado a ela, acompanhei mentalmente os "passos" festivos que lá ocorreram hoje, e após a missa dominical na igreja de São Lourenço de Carnide (Lisboa), fui tomar um cafezinho ao Largo do Coreto, onde neste mês de Junho houve festa rija, em honra de Santo António, São João e São Pedro. E fiquei a pensar cá comigo: será que no meio de tanto bailarico nos esquecemos de que São João, São Paulo e São Pedro sofreram o martírio em defesa da nossa fé?  Mas haja alegria porque um santo triste é um triste santo. Foi-se o mês dos santos populares, mas o Julho promete com Santiago na maior. Outro momento alto, em Vilar de Ferreiros, mas então no Monte Farinha. 

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publicado às 15:45


In Tempo Caminhado

por aquimetem, em 24.06.14

 Os amigos dos meus amigos meus amigos são, para disso dar testemunho e por constar no texto o nome do responsável por este blog, transcrevo de:

 

"Tempo Caminhado

 

segunda-feira, 23 de Junho de 2014

 

 

Barroso da Fonte - José A. Costa Pereira: um Mondinense de fibra

 

 

                    Barroso da Fonte

Há três semanas trouxe a esta tribuna a memória de um octogenário de Bobal, concelho de Mondim de Basto: Joaquim de Carvalho. Essa leitura foi aplaudida por diversos leitores. Voz sensata e atenta, fez-me chegar de um outro Mondinense o retrato do seu apego à mesma região. Chama-se José Augusto Costa Pereira. É um ferrenho regionalista amigo da sua terra e da região que defende e divulga com fervor, há mais de meio século, ora na comunicação social, ora nos ambientes que frequenta desde que se proporcione falar de terras e de gentes do norte. Amigo de viajar, tem pela vertente histórica e biográfica uma especial atracção de que resulta fazer dessas viagens, a radiografia monográfica dos sítios por onde passa. Assim aconteceu com visitas que já fez aos Açores, Madeira, Angola, Moçambique, França, Itália, Jerusalém e outros lugares que descreveu em páginas de jornal e, mais recentemente, após a aposentação, usando da tecnologia virtual em blogs do Sapo que, subordinados ao titulo aquimetem, ele alimenta, e verte também em páginas semelhantes, como: Tempo Caminhado, NetBila, quando não no jornal O Povo de Basto e A Voz de Trás-os-Montes que são, ultimamente, os jornais onde com mais assiduidade colabora. Fiel aos apelos paternais, deixou a “bacia de prata formada pelo Marão»para do outro lado da serra aprender a profissão que, por respeito a quem lhe facilitou a aprendizagem, nunca trocou por outra. Muito jovem, inicia a sua caminhada e, a pulso, alcança, feliz, a confortável situação de todo aquele cidadão que vê cumprida a tarefa de fazer um filho, escrever um livro e plantar uma árvore.

Após trabalhar em diversas terras nortenhas, nos finais de 1962 este trasmontano de Basto chega a Lisboa, agora definitivamente, disposto a trocar a magia do Tâmega e do Rio Cabril pela opulência de um Tejo quase a entrar na foz. Levou como ferramenta e carta de apresentação, a arte de barbeiro, a de iniciado no ilusionismo e, ainda, a de publicista regional. Essa trilogia fez com que viesse a ser conhecido no bairro de  Santa Maria de Belém pelo mestre dos três ofícios: barbeiro, jornalista e ilusionista.

Nestes ofícios se consagrou, conquistando amizades nos mais diversos sectores da sociedade; conheceu terras, onde trabalhou, actuou em salões e palcos prestigiados, como: Coliseu dos Recreios, Casino Estoril e da Figueira da Foz, Club os Fenianos do Porto, Teatro São Luiz. Colaborou em muitos órgãos de informação. A par disso também nos meios recreativos e associativos a que esteve ligado se distinguiu quer como membro directivo, quer como promotor de festas e de convívios regionais.

Não é exagero dizer que se trata de um dos mais destacados e dinâmicos divulgadores do concelho de Mondim, que se notabilizou e ficou conhecido em toda a região de Basto, quando, na década de 60, ferido no seu amor à terra-berço, por três artigos publicados no diário A Voz, de Lisboa, nos números 5, 9 e 12 de Setembro de 1965, vem a terreiro rebater, no Noticias de Basto, a tese do seu autor. Ao mesmo tempo que arranja modo de conquistar a generosidade de um jurista seu amigo, Dr. Primo Casal Pelayo, que pôs os pontos nos “ii” e, clarificada a situação, o Santuário de Nossa Senhora da Graça é por justiça confiado em definitivo a São Pedro de Vilar de Ferreiros.

Cristão convicto, com particular devoção a São José Maria Escrivá; cultor de amigos e amizades, que tem em todas classes sociais; jamais se serviu delas em proveito próprio, até mesmo nos jornais nunca escreveu para agradar aos amigos, mas sim para dizer o que a sua consciência lhe dita.

Além de colaborador da Imprensa, com mais de meio século de tarimba, Costa Pereira é autor de “As Ferrarias entre Tâmega e Douro” (esgotado), “Vilar de Ferreiros –Na História, no Espaço e na Etnografia” (esgotado) e, recentemente, em Fevereiro de 2014, com a chancela da Chiado Editora, publicou “Nossa Senhora da Graça – Na Fé dos Mareantes”, onde constam todas as paróquias desde o Minho aos Açores, consagradas a Nossa Senhora da Graça. E à Graça devo esta biografia a cheirar às nossas raízes transmontanas.

Barroso da Fonte

Publicada por Armando Palavras  "

 

 

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publicado às 14:00


Recepção ao novo pároco

por aquimetem, em 06.10.13

  

 

           No sábado, dia 5, tomou posse como pároco de Vilar de Ferreiros o Rdo. Sr. Padre João Paulo Castanheira Pinto, que veio substituir o Sr. Abade Manuel Joaquim Correia Guedes, que desta paróquia foi zeloso pároco durante mais de meio século.

           Á posse presidiu, e conferiu, o amado bispo diocesano, D. Amândio Tomás com a presença de todos os párocos do Arciprestado do Baixo Tâmega, cujo arcipreste é o pároco de Ribeira de Pena. Ordenado presbítero em Julho do ano em curso, o Padre Castanheira Pinto vem desempenhar as mesmas funções paroquiais do seu antecessor, acrescidas com mais as de pároco de Ermelo e Pardelhas cuja posse já se deu a 14 e 15 de Setembro respectivamente.

         Para este 5 de Outubro, ficou reservada a tomada de posse das paróquias  que, até ali, ao Sr. Padre Guedes estiveram confiadas: São Pedro de Vilar de Ferreiros, com o seu Santuário de Nossa Senhora da Graça; e São Salvador do Bilhó,  posse que ocorreu às 16:00h, no Bilhó; e às 18:00h, em Vilar de Ferreiros. Ainda que dispensado da responsabilidade paroquial, o abade Correia Guedes continua a habitar a Residência Paroquial de Vilar de Ferreiros e com o encargo de auxiliar os párocos do Arciprestado, em especial o novo pároco, Sr. Padre João Castanheira, a quem de modo muito particular aqui saudamos e desejamos as maiores venturas no seu trabalho sacerdotal. Tem no Sr, Padre Guedes um bom modelo, reconhecido por mais de duas gerações de conterrâneos meus!

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publicado às 17:05


Passado histórico

por aquimetem, em 21.03.13

 

           Ao mexer numa das gavetas onde arrecado papeis que conservo e acabo por nunca mais saber deles, calhei de encontrar dentro de um velho invólucro o  recorte - e não me lembro porquê, assim já recortado - de um artigo que há 35 anos publiquei no conceituado Noticias de Chaves. Vale dizer que serve como marco demonstrativo das carências sociais que, ao tempo, Vilar de Ferreiros sentia e só a partir dali algumas foram sendo atenuadas: estrada, luz, água potável e o mais que uma população laboriosa  tem procurado conquistar. Hoje até o "CF"(caminho florestal)que o mapa, acima, mostra a ligar a estrada da Sª.da Graça à Cainha é uma estrada, que evita a quem desce de Vilar ter que ir a Mondim para subir ao Monte Farinha, ou para os lados de Atei. Tudo mudou para melhor, por isso aproveito para  convidar os meus conterrâneos mais jovens a conhecer o passado da nossa terra, não à luz da candeia, mas  à luz do seu passado histórico.

  

 

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publicado às 21:15


Vilar de Ferreiros

por aquimetem, em 19.12.12

 

           Da enciclopédia livre que dá pela designação de Wikipédia  e pode ser consultada em on-line dei conta de mais uma daquelas calinadas enciclopédicas que me fazem duvidar de tudo quanto é informação recolhida em fontes desta natureza. Na sua rubrica Vilar de Ferreiros, consta: "Vilar de Ferreiros é uma freguesia do concelho de Mondim de Basto, com 16,15 km² de área e 1 136 habitantes (2011). Densidade: 70,3 hab/km². A freguesia de Vilar de Ferreiros é constituída pelas aldeias de Vilarinho, Vilar de Ferreiros, Pedreira, Vila Chã e Covas, decrescentemente. A Junta de Freguesia é actualmente presidida pelo Sr. José Pinto Queirós". Claro que juridicamente não tem a menor importância o constar ou não na dita enciclopédia o  que na realidade a freguesia de Vilar de Ferreiros pesa em termos de história, espaço e etnografia, mas que me desagradou ver ignoradas duas importantes aldeias da freguesia que são Campos(parte) e Cainha, ai isso sim!E em face disso  aqui me têm os responsaveis por tão grave omissão a denunciar a falta de rigor histórico que neste género de trabalhos de consulta não se deve admitir. Para ignorância bem basta a que reina na comunidade ....

         Não é meu objectivo neste post acusar de negligencia quem está à frente dos destinos da autarquia, embora desde que me manifestei defensor acérrimo do meu torrão natal  nem sempre os autarcas eleitos me tenham merecido a confiança desejada no que respeita a defenderem os direitos históricos e patrimoniais da minha terra berço.Uma consulta atenta a este blog põe a nu o porquê da minha desconfiança. A foto mostra em primeiro plano a aldeia de Vilar de Ferreiros (sede) e mais além a Pedreira que com toda a mancha mais escura do florestado Toumilo e Fojo fazem parte da remota freguesia de São Pedro de Vilar de Ferreiros. E das minhas atitudes por vezes  duras para com alguns dos autarcas da freguesia e até do concelho, hoje se motivos houvessem para os combater teria que ser bem mais agressivo já que se confirma o adágio: atrás de mim virá quem de mim melhor fará.

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publicado às 14:18


São José do Fojo

por aquimetem, em 20.03.10

          Como vem sendo tradição, a paróquia de São Pedro de Vilar de Ferreiros não deixa passar despercebido o Dia do Pai, que na capelinha do Fojo com mais ou menos animação a 19 de Março ou à volta dessa data, anualmente festeja. Este ano a celebração constou apenas de uma Missa que teve lugar às 17h00 e juntou ali um número considerável de fieis vindos das diversas aldeias da freguesia de Vilar de Ferreiros e do Bilhó, paróquia que também tem por  pároco o mesmo Sr. Padre Correia Guedes.

          Este é o segundo ano após os larápios terem assaltado a capela e roubado a imagem correspondente à inauguração do templo, e que até ao momento ainda não foi encontrada, nem os assaltantes descobertos. Já era tempo da investigação mostrar serviço pois que os amigos do  alheio continuam sem entraves a fazer das suas e com todo o à vontade. Depois de São José do Fojo, agora voltaram-se de novo para Nossa Senhora da Graça, onde ultimamente já por mais que uma vez deixaram rasto... Não há autoridades no concelho, com capacidade para investigar? Chamem a PJ e apertem as orelhas aos suspeitos, se os houver. Caso contrário, não falta quem dirá: são tão bons como eles...

 

         Fica o recado, e entretanto com a ajuda de "Falar Com Deus", de F.Fernández Carvajal, deixo este excerto à volta de São José : " A Quaresma interrompe-se, de certo modo, para celebrar a solenidade de São José, esposo de Maria. Esta festa, que já existia em numerosos lugares, fixou-se nesta data durante o século XV, e em 1621 estendeu-se a toda a Igreja universal como dia de preceito. Em 1847, o Papa Pio IX nomeou São José Padroeiro da Igreja universal. A paternidade de são José não diz respeito somente a Jesus - junto de quem fez as vezes de pai -, mas à própria Igreja, que continua na terra a missão salvífica de Cristo. Assim o reconheceu o Papa João XXIII ao incluir o seu nome no Cânon Romano, para que todos os cristãos, no momento em que Cristo se faz presente no altar, venerem a memoria daquele que gozou da presença física do Senhor na terra". Eu, como José, tenho-o sempre bem perto de mim,  e moldado pela mão do meu saudoso homónimo José Franco.  Não fora Ele o patrono dos Josés de Portugal! 

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publicado às 21:53


festa em Janeiro

por aquimetem, em 03.02.10

 

                    No passado dia 24 de Janeiro Vilar de Ferreiros esteve em festa, festa que a pesar de pouco divulgada juntou muita gente, pois tratasse de um evento já com tradição ali à volta do dia de São Sebastião, 20 de Janeiro. Porque este ano a data litúrgica calhou à 4ª-feira  foi a festa como se disse festejada no domingo seguinte, dia 24.

          Com missa às 09h30 na maravilhosa capela de São Sebastião,  presidida pelo Sr. Padre Lima, no decorrer da qual se procedeu à tradicional bênção do pão, seguiu-se, após o acto eucarístico, a procissão com a imagem do santo até à igreja paroquial, onde no adro se realizou o participado e muito "picado" leilão com ofertas feitas pelos diversos lugares da paróquia de São Pedro de Vilar de Ferreiros

          Aqui um  grupo de "homens de amanhã" que em representação do  lugar da Cainha perfilaram frente à objectiva, deixam ver, como pano de fundo, entre o mais, os cestos com toalhas de linho, onde foi transportado o pão para benzer e outras ofertas com que anualmente a paroquia de São Pedro de Vilar de Ferreiros honra São Sebastião por  ocasião da sua festa em  Janeiro.

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publicado às 15:47


meus homónimos

por aquimetem, em 15.03.09

 

          Como já vem sendo tradição, para festejar o "DIA do PAI ", os "Josés" de Vilar de Ferreiros e demais freguesias vizinhas reúnem-se anualmente no dia 19 de Março à volta de uma celebração Eucarística que tem lugar na capela do Fojo e cujo patrono é São José.  

          Como a seu tempo foi divulgado ainda não há muito este templo foi profanado por ladrões sem qualquer tipo de escrúpulos que entre outros danos roubaram a imagem do Santo Patriarca a quem Deus confiou a protecção de seu Filho Unigénito.

          Dado que até ao momento ainda não foram encontrados nem os larápios, nem o produto roubado, o remédio foi mandar fazer uma réplica da imagem que por volta das 14h00 do dia 19, 5ª-feira, em cortejo automóvel sairá de Vilar, por Vilarinho e Bilhó até ao Fojo, onde às 15h00, o Sr. Padre Correia Guedes  celebrará a santa Missa. Parabéns a todos os Josés, meus homónimos.

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publicado às 00:00


também já cá cantam!

por aquimetem, em 18.02.09

 

        Esta é a caricatura de um dos maiores jornalistas, poetas e escritores transmontanos, bem conhecido no meio literario nacinal graças à sua funcunda actividade editoriial, como se pode constatar ao ler os muitos jornais em que o nosso Barroso da Fonte é colaborador assiduo. É um daqueles transmontanos por quem tenho uma particular admiração, pese não o conhecer pessoalmente, admiração que já vem do tempo em que ele muito ligado ao Noticias de Chaves certamente ainda fez o favor de me aceitar alguns arrazoados que ao tempo ali me publicaram.  Não sei, nem ele certamente. O que por certo se lembra, e eu também, é que com todo o destaque me incluiu  num dos volumes do Dicionário dos mais ILustres Transmontanos e Alto Durienses. Aqui, lá terei de dizer como o outro: "Tonho sim, Fonseca, não, Valente, como qualquer um" .

          Mas para quê todo este rodeio se o que pretendo é apenas lembrar que amanhã dia 19 de Fevereiro faz 70 anos que no lugar de Codeçoso, freguesia de Meixedo, concelho de Montalegre, nasceu João Barroso da  Fonte, aquele Barroso da Fonte que aos 15 anos se iniciou nas lides jornalisticas, sendo mais tarde correspondente do Diário de Noticias, Diário Popular, Diário do Norte e Primeiro de Janeiro.  

          Licenciado pela UIniversidade Católica e Mestrado em Filosofia em Portugal e Cultura Portugusa pela Universidade do Minho, o Dr Barroso da Fonte é também um daqueles transmontanos que sendo honrados, honram as terras que pisam e servem. Que o digam a cidade e o laborioso povo de Guimarães, onde Barroso da Fonte tem desempenhado papel importante quer no campo cultural quer até no político, neste, entre outros cargos, como deputado municipal desde 12 de Janeiro de 1990.

          Como eu defensor acerrimo das Fisgas de Ermelo e certamente de toda uma  região de Basto sem barragens no Tâmega, aqui lhe deixo em post os votos de muitas felicidades  e que esses 70 sejam bem festejados e sirvam de rampa para muitos anos mais. Os meus também já cá cantam!

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publicado às 00:14


não à barragem de Fridão

por aquimetem, em 16.02.09

 

O Tâmega, em R. de Pena

          Fui ao blog "Serra e Sonho" da ribeira-penense Maria Elísia Ramos pescar esta bela imagem do Rio Sagrado, e colocá-la no cardápio Vilar de Ferreiros para ser apreciada pelos amigos do Tâmega e da riqueza paisagística que o envolve e consequentemente respeita a toda a região de Basto.

          Com a mesma  ameaça feita ao rio Ôlo, de que a sua beleza paisagística corre o risco de ser destruída pelo capricho e arrogância de governantes armados em progressistas, sujeito à morte, o Tâmega que nasce  no Maciço Central galego, perto de Albergaria ( Vilar de Bárrio/ Laza) , entra em  Portugal pela fronteira de Chaves, e desagua no rio Douro, em Entre-os-Rios. Aqui, com a barragem do Torrão, se fez o primeiro atentado ao rio, o que levou que por ocasião da catástrofe da ponte muitos  atribuíssem o desastre às descargas dessa barragem.

         Podia fazer como a maioria dos meus conterrâneos: se concordam, nem precisam de dizer, pois quem maneja os cordelinhos já conta com eles; se discordam,  vale o mesmo  porque não têm opinião nem voto. E como sempre nestes complos a cobardia favorece os piores...

          Já vi, em comentário deixado num dos meus blogs, que o rio Ôlo desta vez fica livre de perigo... Uma boa forma de levar o Zé é esta : dar um chouriço para receber um porco. Neste caso, cederam nas Fisgas... para avançar no Fridão.... Artes desta cambada que travou a barragem de Foz Coa, e agora já o rio Sabor, a dois passos dali, pode ser albufeira na região vinhateira do Alto Douro. Acabaram-se as gravuras.

          Há que repensar a sério. Sabemos que no caso do Fridão só Amarante se mantem em luta e preocupado com a construção, e razão tem, além do impacto ambiental, em  caso de acidente "atendendo à  distância da edificação da barragem com mais de 110 metros de altura (a 6 km de Amarante) , uma onda de cheia mais alta do que a igreja de São Gonçalo demoraria apenas 5 minutos a chegar ao Arquinho". Mas isto ninguém vê.

          Visto o post  "quedas do cabril.." nesta altura já ir com 40 comentários expressos, entendi desviar o tema para aqui, de modo a  evitar fazer concorrência ao participado post Nelson Vilela,  e poder também prestar homenagem a um rio que tem, como eu, um Vilar por terra de origem, embora em vez "de Ferreiros" seja "de Bárrio".

         Meus caros conterrâneos, deixem-se de ilusões aproveitem as potencialidades naturais da terra e deixem-se de destruir o património paisagístico que herdamos do passado. A nossa identidade e riqueza está  na montanha e nos rios e ribeiros que a cruzam, basta só que  haja inteligência e engenho  para saber colher..., porque semeado já está...

          Lembrem-se que pelo facto de tanto Celorico, como Mondim serem menos afectados em termos de perigosidade e área ocupada que Amarante, as graves consequencias ambientais vão ser as mesmas ou piores, pois a albufeira estendesse até Cavez.

          Digam não à barragem de Fridão. 

 

O Ôlo a caminho do Tâmega, em Fridão.  

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publicado às 19:06


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