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muito ouro, mas pouco ferro...

por aquimetem, em 30.06.07

 

Cruzeiro Paroquial de Vilar de Ferreiros

Estandarte do R FJ  de Vilar de Ferreiros     

          O brasão que consta gravado na base do artístico Cruzeiro Paroquial de Vilar de Ferreiros, passou a partir de certo momento em que as freguesias foram autorizadas a poderem usar dessa honraria heráldica, a ser utilizado como distintivo heráldico da freguesia. Sucede entretanto que o brasão em causa não é da freguesia, tem  titular; que embora ainda por identificar, tudo aponta tratar-se de um nobre pertencente à classe eclesiástica. E quanto ao ramo familiar constava e consta de: Pereiras, Silvas, Correias e Mirandas. Ou em vez de Mirandas, antes Frei André do Amaral, segundo opinião do saudoso heraldista Campos e Sousa.

          Como a Junta de Freguesia, também o GFRV, com as respectivas alterações, o adaptou para seu emblema,  e o mesmo fez o Rancho Folclórico e Jovenil de Vilar de Ferreiros,  que o exibe no seu estandarte e no papel timbrado. É um pergaminho da terra!

          Tudo bem, só que nesta matéria também há normas que a lei obriga a respeitar e no que respeita a instituições é mesmo intransigente. Daí que para uma autarquia poder usar  brasão, este  tenha antes que ser  superiormente aprovado por peritos da especialidade. De modo a pôr os pontos nos "ii", e mediante parecer da comissão heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses de 6 de Março de 2007, a partir de 24 de Março pp, a ordenação heráldica do brasão, bandeira e selo da freguesia de Vilar de Ferreiros, passou a ser:

Brasão - escudo de azul, espiga  de trigo de prata posta em pala, entre sete bigornas de ouro, realçadas de negro e postas em orla. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro : "Vilar de Ferreiros";

Bandeira - amarela. Cordão e borlas  de ouro e azul. Haste e lança de ouro;

Selo - nos termos da lei, com a legenda : " Junta de Freguesia de Vilar de Ferreiros- Mondim de Basto".    

          Apenas um reparo dirigido a quem não teve o cuidado ou a sensibilidade cultural de alertar de que em vez de uma "espiga de trigo", cereal que nunca foi tradição cultivar na freguesia, se substituisse por uma espiga de centeio ou de milho.

          Muito ouro, mas pouco ferro....

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