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Memórias

por aquimetem, em 31.10.07

          Há dias encontrei na minha gaveta das recordações antigas as duas fotos que por falta de qualidade estavam condenadas ao eterno esquecimento. Entretanto ao pensar no destino que lhes havia de dar  veio-me à mente o adágio que reza "Guarda o que não presta e acharás o que queres". Foi a sorte delas... e a deste post sem as quais ficava por ilustrar...

          Ambas as fotos são anteriores à década de 70 do século passado, a primeira  foi colhida no ermo lugar da Cruz do Jugal , junto ao pedregulho que ainda conheci coroado por uma cruz de madeira e todo ele gravado com pequenas cruzes cujo significado se desconhece. Fica situado a meio do  antigo trajecto Travassos/Limões e esta foto assinala a ultima visita que conduzido pelo Virgílio dos Anjos, da Cainha, fiz ao local para ver não a desaparecida  cruz que deu o nome ao lugar, mas os vários petrográficos que adornam o histórico calhau.

 

 Calhau que susteve a cruz  que deu nome ao Jugal

Foto do 2º Convívio que decorreu em Benfica

          A colónia de Vilar de Ferreiros em Lisboa por  meados da década de 60 deu inicio a um convívio anual cujo 1º me recordo decorreu na Casa Pia (instalações de Pina Manique - Restelo) e foi animado pelo Rancho Folclórico da aldeia de Vilarinho. Com o rancho, vieram então muitos residentes da  freguesia, entre eles o respectivo abade, Sr. P. Manuel Guedes que celebrou na histórica igreja da Memória (à Calçada do Galvão) para todos os participantes desse convívio.

           Nessa igreja, confiada à capelania das Forças Armadas, está o túmulo do Marquês de Pombal que também foi quem a mandou construir para se penitenciar de muitos dos seus pecados graves. Como piada, sem piada nenhuma, recordo-me de por brincadeira ter perguntado ao sentinela que habitualmente ali prestava  serviço se me sabia dizer onde estava sepultado  o Marquês de Pombal e ele me ter respondido que era na rotunda do Marquês, ao cimo da Av. da Liberdade. Ficou muito surpreendido quando eu lhe apontei  o túmulo que estava ao nosso lado. E lá continua com o que resta do conde de Oeiras.

          O segundo encontro foi realizado em Benfica e assinalado com um animado almoço-convívio, no Edmundo .

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publicado às 00:27


O Brasão de Vilar de Ferreiros

por aquimetem, em 18.10.07

        Na  sequência do que em post anterior foi dito em relação à história e brasão de Vilar de Ferreiros, recordo que na Cadeira paroquial, em relação ao Cruzeiro, se inverteu a ordem entre "Pereiras"  e "Correias".

Correias, Silvas, Pereiras e Mirandas 

Pereiras,Silvas , Correias e

Mirandas

          Como já foi dito este brasão que gravado adorna o artístico cruzeiro paroquial de Vilar de Ferreiros serviu como emblema da Junta de Freguesia, até que aparecesse substituto mais apropriado e em conformidade com a Lei 53/91 de 7 de Agosto que autoriza as freguesias a poderem usar brasão. O que sucedeu aqui em 15 de Junho de 2007, com a publicação do mesmo em Diário da República desse dia. Mas como já referi o benjamim brasão autárquico  peca por conter ouro a mais e ferro a menos... E então esta da espiga de  trigo em vez de centeio ou milho é mesmo de mestres em heráldica!!! 

          Para uma freguesia com mais de 749 anos, merecia bem melhor..., mas adiante.

Bandeira e Brasão de Vilar de

Ferreiros

Escudo: azul, espiga de trigo de prata posta 

em  pala, entre sete bigornas de ouro, realçadas 

de negro e postas em orla. Coroa mural

de prata de três torres.  Listel branco, com a

legenda: "Vilar de Ferreiros";

Bandeira: amarela.Cordão e borlas de ouro e

azul. Haste e lança de ouro. 

          Vamos ao mais bizarro! Em placar exposto com grande destaque no interior da edifício-sede da Junta de Freguesia pode ler-se:

O Nosso Brazão  

<O Brazão e a Bandeira como simbolo principal

que identifica a nossa Freguesia

de Vilar de Ferreiros,

Mondim de Basto

 

Estamos a comemorar os 110 anos

 de existência.

 

A Freguesia nasceu no séc.XVIII mais

precisamente em 28 de Janeiro de1897.

O Presidente Joaquim Silva Costa

e os Vogais:

Manuel Ferreira e Isabel Miranda

têm a honra de concluir este Brazão

que nos identifica como Autarquia

O Presidente Joaquim Silva Costa>

<Ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e noventa  e sete, aos vinte e oito dias do mês de Janeiro do dito ano, tendo-se reunido para a sessão a Junta de Paróquia eleita desta Freguesia de Vilar de Ferreiros, Concelho de Celorico de Basto.  

Pelo Presidente, o reverendo Joaquim  Augusto Alves de Queirós Machado, Presidente e pároco desta Freguesia, foi  dito que em virtude das determinações do código administrativo, tinham os vogais:  António Leite Botelho e António Augusto  da Silva Morais de prestar juramento e serem fiéis ao Rei, obedientes à carta constitucional e leis  do reino e não havendo entre eles algum que se recusa-se a esta solenidade legal prestaram todos o referido juramento nas mãos do Presidente, declarando mesmo de seguida que se achava a sessão aberta e a nossa Junta instalada>

         Já vi muita ignorância e parvoice juntas, mas tanta como esta, não. Que me desculpe o meu distinto conterrâneo, pois quanto a mim não é  "trigo"  só apenas da sua seara... Vá-se também a eles...como eu aqui. E prepar-se mas é para festejar os 750 anos da nossa freguesia!

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publicado às 20:19


à volta dum brasão

por aquimetem, em 16.10.07

           O assunto por tão disparatado só ganhava  se não lhe déssemos  importância, mas ao fazê-lo estávamos não apenas a pactuar com o disparate, como também a fomentar o culto da ignorância. Para que isso não aconteça no que respeita a brasões e origem da freguesia de Vilar de Ferreiros, vamos a pôr os pontos nos "ii", assim: 

          No cruzeiro paroquial de Vilar de Ferreiros, consta um brasão em que figuram gravadas as armas dos  "Pereiras, Silvas, Correias e Mirandas", e cuja procedência está por averiguar.  

Cruzeiro paroquial de Vilar de FerreirosBrasão que até

há pouco foi o

emblema da

 freguesia 

          A Lei nº 53/91, de 7 de Agosto, que autoriza e pormenoriza o uso de brasão às freguesias portuguesas, também aqui foi bem acolhida, ou não fora  tratar-se duma freguesia cuja formação é anterior a 1258, e que além disso já foi sede de um antigo município medieval ( ver " Vilar de Ferreiros - na história, no espaço e na etnografia"). Para não desperdiçar o espírito da referida lei, a Junta  de então entendeu, e bem, servir-se do brasão que consta no cruzeiro paroquial para ser emblema da  freguesia. Creio que ciente  que o brasão em causa não pertence à freguesia, mas ao titular que o mandou gravar no cruzeiro e na cadeira paroquial, embora se desconheça quem seja.

          O certo é que o dito brasão serviu como distintivo da freguesia desde então até ao momento em que a actual Junta de Freguesia cria um brasão com todas as formalidades legais e também muita ignorância histórica à mistura. Mas vamos à transcrição que consta do Diário da República , 2ª série - nº 114 - de 15 de Junho de 2007 para do assunto melhor nos inteirarmos:  

<Junta de Freguesia de Vilar de Ferreiros

Edital nº 498/2007

      Ordenação heráldica do brasão, bandeira e selo da Freguesia de Vilar

 de Ferreiros

          Joaquim  Silva Costa, Presidente da Junta da Freguesia de Vilar de Ferreiros, concelho de Mondim de Basto, torna pública a ordenação heráldica do brasão, bandeira e selo da freguesia de Vilar de Ferreiros, concelho de Mondim de Basto, tendo em conta o parecer da comissão de heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses de 6 de Março de 2007, que foi aprovado, sob proposta da Junta de Freguesia na sessão ordinária da Assembleia de Freguesia em 24 de Março de 2007:

           Brasão - escudo azul, espiga de trigo de prata posta em pala, entre sete bigornas de ouro, realçadas de negro e postas em orla.

Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: " Vilar de Ferreiros";

           Bandeira - amarela. Cordão e borlas de ouro e azul. Haste e lança de ouro;

          Selo - nos termos da lei, com legenda: "Junta de Freguesia de Vilar de Ferreiros - 

- Mondim de Basto".

          11 de Abril de 2007. - O Presidente, Joaquim Silva Costa

                                                                                                    2611020606>

           PS: Ver post de  30 de Junho de 2007, com o  titulo "muito ouro, mas pouco ferro..."

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publicado às 21:09


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