Como já vem sendo tradição, para festejar o "DIA do PAI ", os "Josés" de Vilar de Ferreiros e demais freguesias vizinhas reúnem-se anualmente no dia 19 de Março à volta de uma celebração Eucarística que tem lugar na capela do Fojo e cujo patrono é São José.
Como a seu tempo foi divulgado ainda não há muito este templo foi profanado por ladrões sem qualquer tipo de escrúpulos que entre outros danos roubaram a imagem do Santo Patriarca a quem Deus confiou a protecção de seu Filho Unigénito.
Dado que até ao momento ainda não foram encontrados nem os larápios, nem o produto roubado, o remédio foi mandar fazer uma réplica da imagem que por volta das 14h00 do dia 19, 5ª-feira, em cortejo automóvel sairá de Vilar, por Vilarinho e Bilhó até ao Fojo, onde às 15h00, o Sr. Padre Correia Guedes celebrará a santa Missa. Parabéns a todos os Josés, meus homónimos.
Esta é a caricatura de um dos maiores jornalistas, poetas e escritores transmontanos, bem conhecido no meio literario nacinal graças à sua funcunda actividade editoriial, como se pode constatar ao ler os muitos jornais em que o nosso Barroso da Fonte é colaborador assiduo. É um daqueles transmontanos por quem tenho uma particular admiração, pese não o conhecer pessoalmente, admiração que já vem do tempo em que ele muito ligado ao Noticias de Chaves certamente ainda fez o favor de me aceitar alguns arrazoados que ao tempo ali me publicaram. Não sei, nem ele certamente. O que por certo se lembra, e eu também, é que com todo o destaque me incluiu num dos volumes do Dicionário dos mais ILustres Transmontanos e Alto Durienses. Aqui, lá terei de dizer como o outro: "Tonho sim, Fonseca, não, Valente, como qualquer um" .
Mas para quê todo este rodeio se o que pretendo é apenas lembrar que amanhã dia 19 de Fevereiro faz 70 anos que no lugar de Codeçoso, freguesia de Meixedo, concelho de Montalegre, nasceu João Barroso da Fonte, aquele Barroso da Fonte que aos 15 anos se iniciou nas lides jornalisticas, sendo mais tarde correspondente do Diário de Noticias, Diário Popular, Diário do Norte e Primeiro de Janeiro.
Licenciado pela UIniversidade Católica e Mestrado em Filosofia em Portugal e Cultura Portugusa pela Universidade do Minho, o Dr Barroso da Fonte é também um daqueles transmontanos que sendo honrados, honram as terras que pisam e servem. Que o digam a cidade e o laborioso povo de Guimarães, onde Barroso da Fonte tem desempenhado papel importante quer no campo cultural quer até no político, neste, entre outros cargos, como deputado municipal desde 12 de Janeiro de 1990.
Como eu defensor acerrimo das Fisgas de Ermelo e certamente de toda uma região de Basto sem barragens no Tâmega, aqui lhe deixo em post os votos de muitas felicidades e que esses 70 sejam bem festejados e sirvam de rampa para muitos anos mais. Os meus também já cá cantam!
O Tâmega, em R. de Pena
Fui ao blog "Serra e Sonho" da ribeira-penense Maria Elísia Ramos pescar esta bela imagem do Rio Sagrado, e colocá-la no cardápio Vilar de Ferreiros para ser apreciada pelos amigos do Tâmega e da riqueza paisagística que o envolve e consequentemente respeita a toda a região de Basto.
Com a mesma ameaça feita ao rio Ôlo, de que a sua beleza paisagística corre o risco de ser destruída pelo capricho e arrogância de governantes armados em progressistas, sujeito à morte, o Tâmega que nasce no Maciço Central galego, perto de Albergaria ( Vilar de Bárrio/ Laza) , entra em Portugal pela fronteira de Chaves, e desagua no rio Douro, em Entre-os-Rios. Aqui, com a barragem do Torrão, se fez o primeiro atentado ao rio, o que levou que por ocasião da catástrofe da ponte muitos atribuíssem o desastre às descargas dessa barragem.
Podia fazer como a maioria dos meus conterrâneos: se concordam, nem precisam de dizer, pois quem maneja os cordelinhos já conta com eles; se discordam, vale o mesmo porque não têm opinião nem voto. E como sempre nestes complos a cobardia favorece os piores...
Já vi, em comentário deixado num dos meus blogs, que o rio Ôlo desta vez fica livre de perigo... Uma boa forma de levar o Zé é esta : dar um chouriço para receber um porco. Neste caso, cederam nas Fisgas... para avançar no Fridão.... Artes desta cambada que travou a barragem de Foz Coa, e agora já o rio Sabor, a dois passos dali, pode ser albufeira na região vinhateira do Alto Douro. Acabaram-se as gravuras.
Há que repensar a sério. Sabemos que no caso do Fridão só Amarante se mantem em luta e preocupado com a construção, e razão tem, além do impacto ambiental, em caso de acidente "atendendo à distância da edificação da barragem com mais de 110 metros de altura (a 6 km de Amarante) , uma onda de cheia mais alta do que a igreja de São Gonçalo demoraria apenas 5 minutos a chegar ao Arquinho". Mas isto ninguém vê.
Visto o post "quedas do cabril.." nesta altura já ir com 40 comentários expressos, entendi desviar o tema para aqui, de modo a evitar fazer concorrência ao participado post Nelson Vilela, e poder também prestar homenagem a um rio que tem, como eu, um Vilar por terra de origem, embora em vez "de Ferreiros" seja "de Bárrio".
Meus caros conterrâneos, deixem-se de ilusões aproveitem as potencialidades naturais da terra e deixem-se de destruir o património paisagístico que herdamos do passado. A nossa identidade e riqueza está na montanha e nos rios e ribeiros que a cruzam, basta só que haja inteligência e engenho para saber colher..., porque semeado já está...
Lembrem-se que pelo facto de tanto Celorico, como Mondim serem menos afectados em termos de perigosidade e área ocupada que Amarante, as graves consequencias ambientais vão ser as mesmas ou piores, pois a albufeira estendesse até Cavez.
Digam não à barragem de Fridão.
O Ôlo a caminho do Tâmega, em Fridão.
Igreja de São Pedro de Vilar de Ferreiros (Mondim de Basto)
A Igreja festeja o mártir São Sebastião a 20 de Janeiro, data do seu martírio em Roma, no ano 288. É tido como intercessor junto de Deus contra os males da guerra e da peste, por isso os oratórios em sua memória regra geral surgem à entrada ou saída das localidades que lhe têm devoção.
Vilar de Ferreiros, sede de uma remota freguesia a que dá o nome, não foge à regra e a dois passos da igreja paroquial, consagrada a São Pedro, tem a sua capela de São Sebastião, uma verdadeira jóia de arte que recentemente foi restaurada e merece ser visitada pelos apreciadores do património religioso.
Mas aqui além do encanto e beleza que o interior desta capela oferece, vale a pena admirar o sedutor panorama que do seu pequeno adro se desfruta sobre a Ribeira Velha e a montanha em frente. E para admirar o local nada melhor que no próximo Domingo, dia 25, data da conversão de São Paulo, dado que nesse dia, Vilar de Ferreiros aproveita para também este ano festejar São Sebastião, com Missa solene e a tradicional bênção do pão, às 11h00, na citada capelinha, seguida de procissão e depois leilão do pão benzido e doutras ofertas.
Vão no próximo domingo, dia 25, até à aldeia de Vilar de Ferreiros à descoberta de mais saber popular.
Capela de São Sebastião, em Vilar de Ferreiros (M. de Basto)
Escola de Vilarinho ( 1958-2008)
Faz hoje um mês que a freguesia de Vilar de Ferreiros esteve em festa, desta vez para comemorar os 50 anos da inauguração da Escola Primária de Villarinho (actual Escola Básica do 1º Ciclo) que ocorreu em 1958. Para assinalar o evento o lugar de Vilarinho engalanou-se e saiu a terreiro para festejar o acontecimento, convidando para isso diversas personalidades ligadas à Educação e Cultura e que duma maneira ou outra estão ou já estiveram relacionadas com esta escola da nossa freguesia. De Vila Real vieram as Professoras: Marcia Cabanelas, Mari e o professor José Manuel; de Parada de Cunhos, a professora Eugénia; de Pomarelhos, os professores Urbano e Fernando; de Cerva, a professora Graça; de Asnela, a professora Laura, presidente do Conselho Executivo; de Mondim, além das professoras Filomena, Teresa Lousada e Soledade, também a presença do professor Alcides, residente no lugar da Cainha, como do professor Gaspar, morador em Travassos, nos honraram sobremaneira. A Câmara Municipal de Mondim de Basto fez-se representar, e bem, pelo Engº Francisco Ribeiro, do Pelouro da Cultura.
O programa constou da celebração duma Missa Campal muito participada que teve inicio às11h00, e no fim da qual foi decerrada, no edificio escolar, uma placa comemorativa, com a seguinte inscrição: "50 º ANIVERSÁRIO DA ESCOLA BÁSICA DE VILARINHO - 16 de Novembro de 2008". Depois foi o almoço e a tarde festiva, onde actuaram os grupos locais de Zés P'reiras e Rancho Folclórico, como na Eurarístia já tinha actuado o Grupo Coral. Foi um dia a não esquecer, este 16 de Novembro de 2008 !
Missa campal, celebrada pelo pároco, Sr. Pe. Guedes
Santa Missa- muito participada
O presidente da Junta de Freguesia de Vilar de
Ferreiros em conversa com o vereador municipal
Francisco Ribeiro, ladeado pelo pároco e um
membro da comissão fabriqueira da igreja de
São Pedro de Vilar de Ferreiros.
No decorrer do animado repasto
Na hora das saudações e agradecimentos
Uma das muitas perspectivas do Monte Farinha
A remota aldeia de Vilar de Ferreiros que dá o nome a uma das mais importantes freguesias de Mondim de Basto fica situada numa espécie de patamar que o "Iteiro da Senhora" - alto do Monte Farinha - na sua encosta sul forma naquele espaço. Povoação em franco desenvolvimento, prima em conservar parte do seu melhor património urbano, tendo o cuidado de o restaurar, mas sem alterar a traça original, como no caso do "Palheiro da Trinta", agora transformado em casa de habitação.
Palheiro da eira do "Trinta" e cruzeiro paroquial
Deste imóvel, conservo viva a memória de em meados da década de 40 assistir pela primeira vez a um filme que um artista ambulante fez ali rodar. Das cenas já me não lembro. Hoje recordo o facto, mas para louvar e felicitar o actual proprietário desta casa e terreno envolvente, que não conheço e creio não é natural da freguesia, porque é bem provável que o seu exemplo venha a servir de modelo a todos os meus conterrâneos menos conscientes e se não cometam mais atentados contra o nosso património urbanístico.
Vilar agradece e o mundo civilizado também! Depois há que ter em conta que o antigo Vilar de Ferreiros precisa de se alindar para com galhardia acompanhar sem complexos a evolução da arte e da técnica. Já lá vai o tempo das coberturas a colmo, ou das estrumeiras até nos caminhos públicos. Ou do ir à Fonte de Borba com o caneco ou a cântara buscar água, onde ao fim de séculos descobriram ser imprópria para consumo. Eu ainda não morri!
Tudo tanto melhor para o meu amigo António Barroso que nesse antigo trajecto e ao lado da sede da Junta de Freguesia pensou, e bem, abrir um acolhedor espaço que de certo modo recorda o caminho da fonte e serve de moderno bebedouro...
Café da Cancela
Casa do Canto, em VS, junto à Casa de Camilo
Como paróquia só depois do século XIV é que Vilarinho de Samardã aparece. Todavia já nas Inquirições de 1220 este Vilarinho é citado em documento afecto a Santa Maria de Adoufe. É também suposto que no território desta freguesia teriam existido dois pequenos concelhos (termos) durante os séculos XII e XIV: Antela (foral de 1255) e Codeçais (foral de Setembro de 1257).
Recorde-se que em 1530 ainda os três principais lugares que actualmente pertencem à freguesia ( Benagouro, Samardã e Vilarinho "d'Arufe") ainda estavam incluídos na freguesia de Adoufe, mas em 1721 (Relação de Vila Real e seu Termo) já Vilarinho de Samardã aparece como freguesia autónoma. Fonte: História das Freguesias do Concelho de Vila Real. de Ribeiro Aires.
Mas o que é que tem a ver Vilarinho de Samardã com Vilar de Ferreiros? Perguntam os meus amigos, e eu respondo: Aqui há uns dois ou três anos atrás, um meu dilecto conterrâneo, mandou por um mensageiro, nosso comum amigo, cópia de um documento cuja origem desconheço, pedindo a minha colaboração no que respeita à identificação e localização geográfica do Vilarinho constante no documento em causa. Sucede que entretanto perdi o documento e nunca mais me lembrei de tal assunto. Há dias ao remexer nos meus arquivos tive a sorte de encontrar o dito documento, o qual desde já aproveito para divulgar, informando que diz respeito a Vilarinho de Samardã. Como prova basta recordar que fica "no termo de Vilarinho que se chama Antela" e "vai pela Portela de Égua, água vertente contra Covelo". Este Covelo é um lugar que ainda hoje existe e partilha Vilarinho de Samardã (Vila Real) com Telões (Vila Pouca de Aguiar). Além disso faz referência à "festa de São Martinho" que é o padroeiro da freguesia. E tudo isto " na Terra de Panóias".
Temos assim que este Vilarinho em destaque, ao contrário do que alguém possa pensar nada tem a ver com a aldeia do mesmo nome existente na freguesia de Vilar de Ferreiros (Mondim de Basto). O documento a ser autêntico apenas diz respeito a Vilarinho de Samardã, o que me foi mais fácil analisar do que averiguar um pouco acerca da história da Casa do Canto, de Vilarinho de Samardã, que junto à Casa de Camilo desperta curiosidade.
Fotocópia do documento.
Montra do Rancho Folclórico e Juvenil de Vilar de Ferreiros
A época alta das festas e romarias está aí. Na região de Basto, a freguesia de Vilar de Ferreiros é de todas a que neste domínio dá cartas ali. É o Santo António, em Vila Chã, São João Baptista, em Covas, São Pedro, em Vilar, São Tiago, no Monte Farinha, e Nossa Senhora de Fátima, em Vilarinho. Isto para não falar na Ascensão do Senhor que já foi ou na Grande Peregrinação de Setembro que há-de vir. Mas além destas manifestações de impacto regional aparece pelo meio outras não menos importantes, como por exemplo a jornada que anualmente o Rancho Folclórico e Juvenil de Vilar de Ferreiros promove no 1º domingo de Agosto.
Este ano, em vez do acostumado festival folclórico, a festa constará de um convívio consagrado aos Emigrantes que com muito comes e bebes, o Rancho anfitrião e o Rancho Folclórico de Agunchos- Cerva (Ribeira de Pena) vão animar. Passem por lá no próximo Domingo, dia 3 de Agosto, pois além deste festivo convívio têm também a aldeia de Vilarinho em festa. São festas a mais no mesmo dia e na mesma freguesia, mas um teimoso nunca é sozinho... Boas férias para todos...
São as duas principais colunas da Igreja Católica, Apostólica, Romana: São Pedro e São Paulo! Dois santos que o povo cristão de todo o mundo festeja no dia de hoje, 29 de Junho, e eu recordo neste blog, uma vez que ambos sempre mereceram particular veneração por parte dos meus conterrâneos, antigos e modernos, ou não seja São Pedro o padroeiro de Vilar de Ferreiros!
Quanto a São Paulo, que nesta data perdeu popularidade em favor de São Pedro, também já teve particular veneração em Vilar de Ferreiros quando em tempos a freguesia lhe dedicou capela no lugar ainda hoje conhecido por Plaina de São Paulo e cujos vestígios arqueológicos pude não há muito observar.
Mas o meu objectivo aqui não é falar de São Pedro e São Paulo como figuras que hoje encerram a quadra festiva dos santos populares, é antes sim, e em particular, realçar o Ano Paulino que ontem, dia 28, teve inicio e vai prosseguir até ao dia 29 de Junho de 2009.
O Ano Paulino foi convocado pelo papa Bento XVI no dia 28 de Junho de 2007 durante a celebração das vésperas de São Pedro e São Paulo, com o objectivo de comemorar o segundo milénio do Apóstolo dos Gentios
Esta, mora no meu quarto
Não assisti, mas soube que no passado dia 31 de Maio muitos dos meus conterrâneos participaram de corpo e alma no encerramento do Mês de Maria, mantendo assim viva uma tradição local que creio muito antiga.
No fim da missa vespertina, de sábado, às 21h00, a pesar da chuva formou e partiu do adro, o cortejo com a Cruz, bandeiras e opas e o andor de Nossa Senhora de Fátima, primorosamente arranjado pelas mordomas que cuidam dos altares e restantes alfaias do Culto, e aí vai a procissão pela aldeia de Vilar sob forte suor das nuvens que só parou no fim do terço que se rezou no decorrer do cortejo.
Os cânticos e a recitação dos mistérios estiveram a cargo dos jovens e dos meninos e meninas que fizeram o Mês de Maria. Tudo sob controle do Grupo Coral de Vilar, claro.
Sempre sob chuva forte é no entanto a partir da Escola Velha ou Souto que ela mais carrega e assim continua até ao monumento mariano, junto à sede da Junta de Freguesia, onde fazia parte do programa concluir os mistérios gozosos.
Curioso é que as velas se mantiveram sempre acesas, resistentes, como os fieis, ao vento e chuva que se fizera sentir, e o povo com muita fé empunhou em honra de Virgem, Nossa Senhora.
Eu diria que só é capaz de atitudes desta natureza aquele que além da fé tem o seu tempo ocupado, porque aquele que tem pouco que fazer, por norma não tem tempo para nada..., já São Josemaria Escrivá costumava lembrar.
Não sei se estava no programa, mas no fim da recitação do terça, como a chuva parou, ainda houve coragem para fechar os guarda-chuvas e mesmo encharcados dar uma volta pelo fundo de Vilar, com passagem pela Cruz das Almas e até ao fim tudo bem, a chuva parou mesmo... Muito e muito obrigado à Mãe de Fátima! E ao Sr Padre Guedes também, que na paróquia de Vilar de Ferreiros é um seu fiel mensageiro.
Igreja Paroquial de Vilar de Ferreiros